| Triângulo do Prazer | ||||||||||||||||||||||||
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Se as razões do coleccionismo e das opções filatélicas em cada momento têm como elementos motivadores ou condicionantes o que referimos, isto é, o prazer, as motivações económicas (seja de despesas a realizar seja de investimentos a promover) e a regulamentação filatélica existente, podemos representar cada um desses elementos por um lado de um triângulo equilátero: ![]() Quando se opta, por exemplo, em coleccionar os selos portugueses modernos, isto é, após 1940, fazemo-lo em parte por cada um dos três motivos: estou mais interessado pela história contemporânea, gosto mais das emissões comemorativas policromas, não tenho recursos financeiros para os primeiros selos de Portugal e fixei-me num período consentâneo com as periodizações aceites. Atribuamos a cada um desses elementos uma percentagem de importância. Se admitirmos que aqueles são os únicos elementos tidos em conta, a soma das suas percentagens é 100%. Por exemplo Prazer: 60% Económico: 30% Regulamentação: 10% Se no triângulo anterior cada um dos lados tiver uma escala de 0 a 100%, a referida motivação poderá ser representada por um ponto: ![]() Para compreendermos melhor esta lógica consideremos cinco hipóteses de motivação e representemo-las no nosso gráfico:
![]() Conforme a importância atribuída a cada um dos elementos assim o posicionamento da motivação no gráfico. ![]() P corresponde às opções em que o prazer representa pelo menos 50% da motivação e R e E às opções em que representam pelo menos 50% a regulamentação e os factores económicos, respectivamente. Defendemos que as grandes decisões filatélicas como
devem estar sempre na zona vermelha (P), no triângulo do prazer. |
| Nota Complementar |
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Os dados que se apresentam de seguida partem de uma estimativa com base num numero reduzido de meses recentes. Mas o assunto já foi tratado sistematicamente em alguns estudos. Assim, por exemplo, "Crónica Filatelia e Numismática" n.º 101 de Junho de 1993 trazia um estudo cujo título era significativo: "Mais de 10.000 selos num ano". Segundo esse estudo a quase totalidade das administrações postais emitiram selos num valor facial de 3239,29 libras esterlinas em 1982 e 3642,71 em 1991. Para o conjunto dos anos a evolução é a seguinte: ![]() Segundo uma informação da Michel, em 1996 emitiram-se 11340 novos selos, num valor total de 33704,70 Marcos Alemães. Emitiu-se mais que no ano anterior. As Guyanas, São Vicente e a Tanzânia foram os países que mais emitiram. A Gâmbia, Benin e, mais uma vez, as Guianas são as mais valor emitiram. Comores não emitiram nenhum selo e Penrhyn só emitiu dois. No ano seguinte o panorama repete-se: 12090 selos e 1155 blocos. São estes números compatíveis com os apresentados anteriormente? Não totalmente. As fontes e metodologias são diferentes. Repare-se, no entanto que
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