Apuramento do Inquérito
(1ª Análise)

Quantos filatelistas existem? Como se repartem por países e grupos sociais? Quais os tipos de colecções que fazem? O que mais apreciam e o que mais detestam? Como encaram as relações com os outros filatelistas? Que ligações existem entre a sua actividade filatélica e as maneiras de ser e estar na vida? Um filatelista tem um estatuto especial no agregado familiar? As capacidades intelectuais são apuradas com o coleccionismo de selos? Em que aspectos?

Estas algumas das questões que se pode e deve colocar. Muitas outras seriam pertinentes. É necessário um conhecimento científico dos filatelistas, das suas organizações. Os filatelistas organizados em clubes e associações, e sobretudo os seus dirigentes, não podem continuar a falar em nome dos filatelistas e a filatelia com referências difusas, com ideias vagas, com informações desactualizadas.

Temos insistido frequentemente sobre este assunto. Alguns escutam-nos e não têm recursos humanos e financeiros para apoiar iniciativas de aquisição de conhecimentos neste âmbito. Outros fingem que nos ouvem mas só olham para o seu mundo restrito, frequentemente de negócios. Outros ainda não se coibirão de considerar estas preocupações sem sentido e imbecis.

Dentro das nossas possibilidades, aproveitaremos este espaço cibernético para ir levantando alguns dos véus que encobrem a realidade, para continuar a insistir neste tipo de preocupação.

Neste sentido se inseriu o inquérito que colocámos. Nessa linha se incluirão os que futuramente colocaremos, com outras perguntas.



A este inquérito responderam 137 pessoas.

A maioria é residente em países de língua portuguesa, mas muitos outros não o são. Os seis países com maior participação estão representados no gráfico seguinte, em percentagens desse conjunto. Entre os outros países refira-se Bolívia, Chile, Egipto, Guatemala, Holanda, Índia, Israel, Peru, Uruguai e Venezuela. Em sete casos não se conseguiu determinar a proveniência.



Países



A repartição por grupos etários é a que consta do gráfico seguinte (expresso em percentagens). Os extremos foram 9 e 83 anos. Na análise destes dados tenha-se em atenção que (1) os intervalos têm dimensões diversas (seguiu-se mais um critério sociológico) e que (2) se trata das idades dos que responderam, logo que utilizam a Internet. É dos países economicamente mais desenvolvidos que provêm os filatelistas de mais elevada idade e que utilizam a Internet.

Apenas em dois casos não responderam qual a idade.



Idades



Particularmente interessante é a especificação de qual o tipo de colecção que fazem. Por vezes as designações são imprecisas, mas apenas em dois casos não é possível classificar. Por vezes numa mesma resposta ao inquérito tem-se mais que um tipo de coleccionismo.

Pensávamos encaixar o que nos foi afirmado nos tipos de coleccionismo consagrado pela Federação Internacional de Filatelia, mas tal não foi possível. Por um lado porque em nenhum caso são referidos alguns tipos de coleccionismo (História Postal, Inteiros Postais, Maximafilia, por exemplo). Por outro porque grande parte diz fazer colecções de um tipo que não é classificável segundo essas regras. É o caso dos muitos que coleccionam selos em geral. O que designamos por colecções por países deve aproximar-se do que é designado por colecção Tradicional.

Os resultados estão apresentados em % no gráfico seguinte:



Colecções



Finalmente uma listagem de algumas "definições" de filatelia. pedimos desculpa de não englobar todas, mas tal poderia fazer perder o significado. Apesar de tudo o leque é variado. Uma coisa é certa: todas dão que pensar e algumas dão-no muito.




Editorial 044 - 2000/12