Direitos Humanos e Filatélicos

O filatelista faz parte de nós, homens e mulheres com ideias e sentimentos, hábitos e paixões, experiências e sonhos, solidões e companhias, normalidades e loucuras. Por vezes a filatelia é o outro lado da ternura: a tranquila e consciente fuga ao quotidiano, o espaço do lazer conquistado, o reencontro com os anos passados, a procura do belo. Doutras vezes é a continuidade das frustrações: conseguir-se na filatelia o que não esteve ao alcance doutra forma. Noventa e nove por cento dos filatelistas estão no primeiro grupo mas nem por isso deixa de ser irrelevante a transposição para a filatelia dos princípios orientadores do respeito pela pessoa humana.
No editorial de ATOUT Timbre(nº 18), aproveitando alguns pretextos para falar dos Direitos do Homem e das instituições internacionais que tanto têm lutado pela sua aplicação, brinca-se parafraseando o seu articulado e aplicando-o à filatelia. Se o humor é saudável mais o é as ideias, as preocupações aí transmitidas, aqui reproduzidas com pequenas adaptações, como o próprio articulista sugere:

Preâmbulo - Todos os filatelistas nascem livres e iguais
Artigo 01 - O que quiseres coleccionarás
Artigo 02 - Do maior filatelistas não dependerás
Artigo 03 - O «pequeno» coleccionador não desprezarás
Artigo 04 - Aos outros filatelistas com teus conselhos ajudarás
Artigo 05 - Aos mais jovens e principiantes iniciarás
Artigo 06 - A tua colecção mostrarás
Artigo 07 - As críticas construtivas aceitarás
Artigo 08 - Sempre mais além investigarás
Artigo 09 - Os repetidos trocarás
Artigo 10 - A moda não seguirás
Artigo 11 - A correspondência com selos franquearás
Artigo 12 - A fotocópia colorida sobre papel gomado não usarás
Artigo 13 - As publicações filatélicas lerás
Artigo 14 - Um sorriso sempre terás.



Será necessário aplicar algum destes artigos a alguma situação da vida? Esperemos que não. Se o é façamo-lo depressa.


Editorial 029 - 1998/06